Capítulo 6

Parte 6 –

black and white black and white depressed depression
Foto por Kat Jayne em Pexels.com

Cecília ficou ali, parada, sem conseguir se mexer por um tempo. Depois se levanto e foi direto para o banheiro tomar um banho. Sentia seu corpo anestesiado, Cecília não queria acreditar no que aconteceu. Após o banho Cecília se olhou no espelho e repetiu por varias vezes em seu pensamento que ela não devia sentir vergonha, que a errada não era ela. Mas vergonha e raiva era o que ela sentia.

Depois de quase duas horas no banheiro tentando não sentir vergonha de si mesma Cecília se enche de força e decide lutar por justiça, respira fundo e abre a porta do banheiro. No corredor entre o banheiro e seu quarto estava Carla, Cecília corre ate ela e a puxa para o quarto. Por alguns minutos Cecília apenas olha para cama ainda com manchas de sangue, ela tentava, mas as palavras não saiam de sua boca.

– limpe isso. (fala Carla)

Cecília então olha para Carla e tenta novamente, mas apenas sons saem de sua boca, ela não conseguia formula uma palavra. Cecília olha no fundo dos olhos de Carla e diz:

– Josias, ele ….. (Cecília engasga com as palavras)

Por mais que Cecília tentasse nenhuma palavra que de alguma forma simbolizasse estupro não saia de sua boca.

– limpe isso logo, e vai terminar seus afazeres. (ordena Carla)

– Ele me fez mal. Você não entende, ele me fez mal, me machucou. Fez isso comigo (diz Cecília com a voz tremula e aponta para cama com os olhos)

Carla fica furiosa e pega Cecília pelo braço e a leva ate a cama.

– limpe isso eu já disse, e nunca mais repita isso sua vagabunda! Isso e tudo culpa sua, tudo culpa sua entendeu! Vê se agora você aprende a se vestir e a se comporta. Isso não teria acontecido se você não usasse toda essa maquiagem e estas roupas. Que isso te sirva de lição! (Fala Carla irritada)

Carla solta do braço de Cecília e retira bruscamente toda roupa de cama suja. Ordena que Cecília coloque lençóis limpos na cama e sai do quarto levando a roupa de cama para ser lavada.

Cecília fica parada por um tempo, em seguida pega lençóis limpos e arruma sua cama. Ela repete em sua mente mais algumas vezes “não é minha culpa, não é minha culpa”. Ela sabia que a culpa não era dela, mas naquele momento Cecília se sente sozinha, e sem forças desiste de lutar.

Cecília sai do quarto e termina de lavar a louça, pega seus doces e sai para vender, desta vez no centro da cidade, pois Cecília estava decidida a sair do orfanato o mais rápido possível. No ônibus para o centro da cidade Cecília repetiu em sua mente ‘’isto não aconteceu, isto não aconteceu, isto não aconteceu’’.

Ela não derramou uma lagrima, ela prometeu nunca mais falar no assunto, ela decidiu que isto não aconteceu.

 

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Quinta-feira  tem mais. Não esqueça de deixar o like!
Caso tenha perdido o inicio da um clique aqui…Capítulo 1

beijos!!!


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