Capítulo 12

Parte 12 –

man and person wearing white suit jacket holding both of their hands
Foto por rawpixel.com em Pexels.com

No carro marquinhos olha para Cecília e se inclina para o lado dela e puxa o sinto de segurança e o engata no fecho. Sorrindo ele diz:

– Prazer em te conhecer Cecília. (Marquinhos)

Cecília da um sorriso irônico e fala dando risada:

– O Prazer foi todo meu Marcontono. (Cecília)

Marquinhos começa a dirigir e abre um sorriso quando Cecília diz seu nome. Marquinhos nunca conheceu seu pai biológico, dele ele só recebeu o nome e a pensão. Estacionando na próxima esquina Marquinho sorri novamente para Cecília e diz:

– Marquinhos, me chame de Marquinhos, por favor. (Marquinhos)

Sorrindo Cecília olha para Marquinhos e diz:

– Não tenho intimidade com você para te chamar por apelidos. (diz Cecília dando risada)

– Marquinhos e quase nome, todos me chamam assim. (fala Marquinhos saindo do carro)

– Eu não sou todo mundo. (diz Cecília descendo do carro)

– Ok. Como quiser Maria Cecília. (fala Marquinhos sorrindo)

Dando risadas os dois entram na padaria e sentam-se em uma mesa perto da janela.

– Boa tarde! O que vão querer? (Garçonete)

– Para mim apenas um café. E você? (Marquinhos)

– Um café com leite. (Cecília)

– Algo mais? (Garçonete)

– Não. (Marquinhos e Cecília respondem juntos)

– Ok. Já volto com o pedido de vocês. (Garçonete)

A garçonete sai para providenciar os pedidos.

– Então, quanto foi o prejuízo do outro dia? Fiquei pensando nisto a semana toda. Me diz quanto foi que eu pago. (diz Marquinhos serio, indo direto ao ponto)

– Eu vou fazer as contas e te passo o valor depois. Você esta sempre por aqui? (pergunta Cecília)

– Sim, trabalho em um dos prédios em volta da praça. (Marquinhos)

– Legal. (Cecília)

A garçonete volta com os pedidos e os dois param a conversa enquanto ela coloca os copos na mesa.

– Aqui estão suas bebidas, café puro para o Senhor e café com leite para Senhorita. (Garçonete)

– Obrigada. (Marquinhos e Cecília falam ao mesmo tempo)

Cecília toma um pouco de sua bebida e fica imaginando como deve ser não ter que se preocupar com dinheiro. Imaginando como deve ser a vida de alguém que trabalha em uma destas empresas grandes e ganha salários altos. Ela imaginava como deve ser a vida de Marquinhos.

– No que esta pensando? (pergunta Marquinhos)

– o que? (pergunta Cecília, pois estava distraída e na ouviu o que ele dizia)

– Você esta longe. O que esta pensando? (Marquinhos perguntou novamente)

– Em como deve ser sua vida. Como é sua família, sua casa. (Cecília)

– Nada de mais. Alias eu vim trabalhar hoje para não ter que ficar com eles. (Marquinhos)

Marquinhos tenta disfarça um sorriso, mas e perceptível que ele falava sério. Marquinhos olhou para Cecília e teve uma ideia. No mesmo momento decidiu que a ideia era ruim. Onde ele estava com a cabeça, ele só tinha que pagar o que devia par esta garota e pronto. Mas antes que Cecília pudesse perguntar mais alguma coisa ela falou:

– Quer me acompanhar no casamento do meu irmão hoje? Eu não queria ir porque ele esta casando com minha ex-namorada, mas você indo tem alguém pra eu conversar durante a festa, já que eu não quero papo com ninguém da minha família. E você pode ver como é minha vida, minha família e tudo mais. Sério minha família toda quando fala comigo tem aquele sentimento de pena, eu não aguento mais isso. É Serio, se você for…. (Marquinhos fala sem parar)

– Não. (fala Cecília interrompendo Marquinhos)

– Porque não? (questiona Marquinhos)

– Não. (repete Cecília sem acredita da proposta que Marquinhos acabou de fazer)

– Mas por quê? (Marquinhos)

– Não sei. Mas não, não vou. (Cecília)

Cecília não acreditava no que estava ouvindo. Como assim ele queria levar ela para o casamento do irmão. Ela mal o conhecia. E o que ela ia fazer em uma festa de casamento onde ela não conhecia ninguém, literalmente ninguém, porque o Marquinhos também era praticamente um desconhecido para ela. Mas uma coisa ela não podia negar, ela estava morrendo de curiosidade de saber como é uma festa de casamento. Por ter morado no orfanato a vida toda ela nunca tinha ido a uma festa de casamento, ainda mais uma festa chique destas.

– Eu sei que é meio louco tudo isso, mas vamos comigo. (Marquinhos)

– Não. (Cecília)

– Por que não? (Marquinhos)

– Não. Eu não posso. (diz Cecília, quando na verdade o que ela queria mesmo era dizer sim)

Cecília já estava gaguejando ao falar. Sua consciência dizia que não podia aceitar aquele convite, mas a verdade e que ela estava tentada a aceitar. Cecília sempre foi uma menina com os pés no chão. Ela sempre fez a coisa certa, sempre foi muito responsável, sempre foi uma boa menina. Mas

ultimamente Cecília começou a sentir como se ela não estivesse vivendo a vida de verdade. Todos tinham uma historia um acontecimento, um momento, ou o que seja, mas todos tinham algo pra contar de suas vidas, alguma coisa que marcou. É o que ela tinha pra contar, apenas que viveu em um orfanato a vida toda como uma boa menina.

– Você quer ir. Da pra ver em seus olhos. E só dizer que sim. (Marquinhos)

– Eu não tenho roupa. (diz Cecília mas para ela mesma, tentando convencer ela mesma que não.)

Pronto, agora sim. Cecília não tinha roupa para ir a um casamento. Agora sim ela tinha um motivo. Não é que ela teve medo de viver uma aventura, mas ela não podia ir a um casamento com roupas comuns.

– Sem problems, passamos em uma loja e você compra seu vestido. Te deixo em um salão para se arrumar e vou em casa me trocar, te pego no caminho para o casamento. (fala Marquinhos animado)

Cecília fica paralisada por um tempo sem saber o que dizer. Ela dava o comando para sua boca dizer que sim, mas a palavras não saiam. Não, não ela não podia fazer isso. Não foco Cecília, foco. Você tem que trabalhar e juntar dinheiro. Assim que tive o suficiente para sair do orfanato você pode viver quantas aventuras quiser em sua vida.

– Não, Marquinhos não. Isso é loucura! Eu não vou. (Cecília fala já gaguejando)

– Me de um motivo. Mas um bom motivo. Um que eu não possa resolver. (Marquinhos)

– Eu moro em um orfanato, tenho que juntar dinheiro para sair de lá. Eu não perco tempo com essas coisas. Tenho que ir agora, ainda tenho que adianta meus doces para vender durante a semana e as tarefas do curso que estão atrasadas. Eu não tenho tempo para estas coisas. (Cecília fala irritada, pois por mais que ela quisesse ir sua consciência sabia que não podia)

Cecília se levanta da mesa sem pensar duas vezes e caminha ate a porta da padaria decidida a ir embora. Marquinhos a segue e pedindo para que ela o espere. Ao chegar à porta da padaria Cecília se vira para voltar e bate de frente com Marquinhos. Ele a segura por alguns instantes e Cecília imediatamente se recompõe e passa por ele indo ate o caixa.

– Eu não paguei. (Cecília)

– Não Precisa, eu pago. (Marquinhos)

– Não. Eu pago o meu e você paga o seu. (Cecília)

Cecília sempre foi muito simpática com todas as pessoas, nunca perdia o controle, mas ultimamente perdia o controle com todos e de uma hora pra outra sentia raiva das pessoas. Cecília agora só queria ir para seu quarto no orfanato e chorar escondida embaixo dos lençóis. Chorar principalmente por não ter tido coragem de ir e de raiva por Marquinhos ter feito o convite. Poxa não e óbvio que ela não poderia aceitar, ninguém entra em um carro e vai a uma festa sabe se lá onde com um estranho que acabou de conhecer.

– Põe na minha conta. (Marquinhos diz a moça do caixa)

-OK Senhor Barcerlor. (Caixa)

– Ok. Então eu desconto os 50 reais que te devo e a conta da padaria no dinheiro que você me deve. (fala Cecília irritada apontando o dedo para Marquinhos)

Cecília sai da padaria e caminha em direção ao ponto de ônibus. Marquinhos a segue e a acompanha caminhando em seu lado.

– 5 mil (Marquinhos)

– O que? (Cecília)

– Se o problema e dinheiro, te pago 5 mil para me acompanhar neste casamento. (propõe Marquinhos)

5 mil resolveria a vida de Cecília no momento. Com esse dinheiro ela podia sair do orfanato imediatamente. Ela não teria que conviver com aquelas pessoas nem mais uma semana. Com esta dinheiro era só uma questão de achar uma casa para alugar e comprar o fogão, geladeira e alguns utensílios, o restante ela ia comprando já morando na casa. A cabeça de Cecília foi a mil neste momento, ela debatia com ela mesma, mas no final o dinheiro falava mais alto, afinal o que ela queria mais que tudo no momento era sair

do orfanato. Em 10 dias ela completaria 17 anos e já poderia emancipar e sair do orfanato. Com este dinheiro ela não precisa ficar mais um ano no orfanato.

– Então, no que esta pensando agora? (pergunta Marquinhos)

– Eu aceito. (Cecília)

continua……

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Leia do inicio Capítulo 1


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